Sr.Ko-ji Yamasaki e os postais do século XXI

ko-ji yamasaki
Ko-ji Yamasaki é um fotógrafo que reside em Kobe, Japão, vislumbrado por milhares no site de relacionamento de fotografia e imagens digitais Flyckr, e acima de tudo, aparentemente, inocente e amador.
Um dos usuários do Flyckr o compara a Henri-Cartier Bresson (um dos mais importantes, ou considerado por muitos, o mais significativo nome na história da fotografia), pretensão difícil de qualquer comparação, mas compreensível pela potência afetiva que as imagens de Yamasaki nos atravessa. Suas imagens nos desvelam a inquietude, a efervescência e inconsistência do mundo contemporâneo, o que pode ser dito o mesmo do mestre Bresson por inaugurar e revelar um novo olhar sobre a sociedade a partir da metade do século XX.
As imagens de Ko-ji Yamasaki são granuladas, superexpostas, manchadas, frutos da utilização de máquinas manuais LOMO, que dão aspectos artísticos e se assemelham às fotografias antigas, como as da primeira guerra mundial. Suas fotos brincam com campos visuais não definidos, as linhas tornam-se borrões, a luz explode, as pessoas tornam-se texturas; mas ainda assim a cidade e os modos de vida estão lá, perceptíveis, exatos, com uma precisão poética impressionante.

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Em tempos da absoluta predominância das imagens sintéticas das tecnologias digitais e o exercício da imersão e interatividade típicas das novas mídias, as imagens de Yamasaki propõem outros agenciamentos entre o homem e o mundo em que vive, outras existências, pois a utilização de códigos low-fi ou de baixa tecnologia apenas exarcebam a contemporaneidade da linguagem como um todo.
De certa forma nos é apresentado a todo momento uma sensibilidade honesta do próprio fotógrafo, dos seus modos de vida e, principalmente, do entendimento da máquina fotográfica enquanto extensão sensível do corpo, do ambiente e da cidade.

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Se para Santo Agostinho o tempo é aquilo que nos escapa, nos foge completamente diante do exercício do pensar sobre o tempo, a fotografia de Yamasaki ao revelar um corte no tempo apresenta não apenas uma imagem congelada, mas nos faz perceber e dar importância exatamente a tudo que escapou, o que está escondido, camuflado, ainda sem forma definida ou não-estratificado, pois necessita exatamente da nossa ação de existência na imagem e não apenas observá-la de forma passiva como um objeto separado de um sujeito.
por André Teruya Eichemberg

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Muito legal hein tchem !!! tanto a ideia de fotografia do maluco quanto o olhar dele sobre a cidade. “a fotografia de Yamasakinos faz perceber e dar importância exatamente a tudo que escapou” —-> MUITO BOM !!!
abarção !